As provas dessa escolha aparecem nos detalhes do SUV com tração 4X4, que começa a ser vendido no Brasil em sua versão mais equipada. Importado do México, tem preço sugerido de R$ 256,9 mil em versão única.
O emblema no volante do Bronco não é o oval azul da Ford. Em seu lugar está um cavalinho pronto para dar um coice, imagem que representa o SUV desde sua primeira geração, lançada em 1965.
O nome do carro também substitui o da montadora tanto na grade frontal como na tampa do porta-malas.
O desenho ao quadrado lembra o Bronco do passado, e as semelhanças param por aí. O novo carro tende para o luxo e oferece bom desempenho com seu motor 2.0 turbo a gasolina (248 cv). O antigo era um bicho do mato.
Os americanos podem comprar uma versão voltada para o off-road extremo, que concorre com o Jeep Wrangler. Mas a opção Sport Wildtrak que vem para o Brasil também é capaz de vencer terrenos difíceis, bem como o concorrente Jeep Compass Trailhawk (R$ 216,9 mil), que tem motor turbodiesel (170 cv), e o Land Rover Discovery Sport 2.0 turbo flex (249 cv, a partir de R$ 285 mil).
A Ford montou um circuito fora de estrada dentro de seu campo de provas, em Tatuí (interior de São Paulo). O Bronco chafurdou e se virou bem para sair de trechos alagados e escorregadios.
O Bronco pareceu empacar em uma piscina de água lamacenta, mas bastou girar um botão no console e selecionar o melhor modo de tração para aquele terreno, controlar a aceleração e seguir em frente.
A tela instalada no meio do quadro de instrumentos exibe animações enquanto o motorista escolhe o modo de condução. Ao selecionar a opção “Escorregadio”, o mostrador fica azulado e as bordas parecem congelar.
Sobre o piso coberto de pedriscos, a eletrônica manteve o carro sob controle.
Embora não seja possível fazer off-road pesado com a versão Sport –nem pense em subir paredões rochosos ou passar por trechos com muita erosão–, o conforto de rodagem em condições ruins vai agradar o público que deseja um carro parrudo para aventuras nas folgas.
O interior emborrachado facilita a limpeza após as viagens, mas os materiais que imitam couro na forração de bancos e portas, além de uma extensa lista de itens de série, mostram que o foco está no uso urbano.
É no asfalto que o sobrenome Sport ganha sentido. O Bronco chegou aos 100 km/h em 7,5 segundos, segundo a medição feita em pista fechada pelo Instituto Mauá de Tecnologia. As médias de consumo também foram elogiáveis para um modelo a gasolina: 9,6 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada.
O vigor na rodovia aproxima o SUV da Ford do Volkswagen Tiguan R-Line, que também é equipado com motor 2.0 turbo (230 cv) e custa a partir de R$ 233,7 mil. Enquanto o Ford tem mais recursos para o uso fora de estrada, o Volks oferece cabine ampla e sete lugares.
O Bronco vai dividir espaço nas lojas com o utilitário urbano Territory, que é importado da China, tem motor 1.5 turbo (150 cv), tração dianteira e custa R$ 197,9 mil na versão Titanium. A única semelhança entre os modelos é o nome do fabricante.
Ford Bronco Wildtrak
Preço: R$ 256,9 mil
Motor: dianteiro, transversal, a gasolina, 2.0 turbo
Potência: 240 cv a 5.500 rpm
Torque: 38 kgfm a 3.000 rpm
Transmissão: Tração integral, câmbio automático de oito marchas
Pneus: 225/65 R17
Peso: 1.718 kg
Porta-malas: 580 litros
Comprimento: 4,39 m
Largura: 1,88 m
Altura: 1,81 m
Entre-eixos: 2,67 m
Aceleração: (0 a 100 km/h) 7,5s
Retomada (80 km/h a 120 km/h): 4,8s
Frenagem: (80 km/h a 0) 33,9 m
Consumo urbano: 9,6 km/l
Consumo rodoviário: 15,3 km/l
Medições de consumo e desempenho feitas pelo Instituto Mauá de Tecnologia
]]>Durante a apresentação virtual, executivos da marca destacaram os (poucos) pontos em comum entre o modelo atual e o clássico, que foi lançado em 1948 e teve o estilo preservado por quatro gerações, até ser descontinuado em 2016. O modelo chegou a ser montado no Brasil entre 1998 e 2005.
O que sobrou é a herança genética, que sobressai em detalhes estéticos e na capacidade off-road.
O assoalho do novo Defender é forrado de plástico emborrachado, mais adequado para atravessar áreas alagadas. De acordo com a Land Rover, o utilitário pode passar por cursos d’água com até 90 cm de profundidade. Sensores ultrassônicos fazem essa mediação, que é exibida no painel digital.
A montadora optou pelo motor 2.0 turbo a gasolina (300 cv), devidamente preparado para enfrentar situações extremas. Os componentes do sistema de arrefecimento foram deslocados para trás, para evitar danos em trilhas pesadas. O câmbio automático ZF tem oito marchas.
A suspensão a ar pode elevar a carroceria em 14,5 cm, caso necessário.
A estrutura do monobloco é feita de alumínio e há reforços que, segundo a montadora, fazem o novo Defender ser 10 vezes mais rígido do que a geração anterior.
Se no passado as aptidões para o fora de estrada eram garantidas por conjuntos 4X4 de acionamento mecânico, o Defender do século 21 abusa da eletrônica. O carro recebeu o sistema All Terrain Response, que permite selecionar o modo de condução de acordo com o terreno.
As janelas alpinas permanecem na junção do teto com as laterais. Paulo Manzano, diretor de marketing da Jaguar Land Rover Brasil, afirma que essa solução surgiu no desenvolvimento da primeira geração, quando a equipe decidiu fazer uma abertura para que os alpes suíços pudessem ser apreciados.
Produzido na Eslováquia, o Defender será um dos utilitários mais caros à venda no mercado nacional. A versão mais cara (HSE) custa R$ 461.150. Quem quiser os dois assentos adicionais embutidos no porta-malas terá de pagar R$ 14,3 mil a mais.
]]>A primeira exibição do utilitário equivale ao que aconteceu há 25 anos quando a Volkswagen exibiu o primeiro conceito do New Beetle em Detroit, que anos depois foi transformado em um Fusca modernizado. O que os ingleses fazem agora é reinventar seu carro mais icônico, que havia saído de linha em 2016 após 68 anos no mercado.
O Defender 2020 preserva o estilo quadrado que o acompanha desde 1948, ano em que foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de Amsterdã. A empresa garante que a valentia da geração anterior também foi mantida, conciliada a luxos que combinam mais com o asfalto do que com a lama.
Há quatro opções de motorização, duas a diesel e duas a gasolina. De acordo com a Land Rover, também haverá versões híbridas.
A opção mais potente tem motor 3.0 turbo (gasolina) de 400 cv. Toda a linha é equipada com câmbio automático de oito marchas produzido pela empresa ZF.
O Defender pode ser equipado com suspensão a ar adaptativa, capaz de interpretar as condições do piso e preparar o carro para o pior. Há também módulos eletrônicos que fornecem atualizações ao veículo, algo similar ao que ocorre com smartphones.
O início das vendas no Brasil está confirmada para o segundo semestre de 2020.
É difícil se aproximar do carro, sempre cercado por jornalistas que acompanham o Salão do Automóvel de Frankfurt.
Quando, enfim, se torna possível acessar a cabine do Defender, se encontra um interior que parece simples diante de outros modelos da Land Rover, mas que se torna suntuoso se comparado às versões antigas do Defender.
O piso tem revestimento de borracha, material mais fácil de limpar. A posição ao volante é bem mais acolhedora que antes, mas a base de comparação não é das melhores: o utilitário antigo não era nada ergonômico.
A versão curta 90 tem duas portas e espaço razoável no banco traseiro. Já a opção alongada 110 oferece dois assentos extras instalados no porta-malas.
Embora tenha ficado bem mais luxuoso que antes, o Defender 2020 não parece ser a opção mais indicada para o uso na cidade, que se tornou o habitat natural dos utilitários.
A proposta é oferecer conforto no uso off-road, mas sem exagerar nos mimos desejados por quem só usa seus jipões no meio urbano.
O Salão do Automóvel de Frankfurt será aberto ao público nesta quinta (12).